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NOTÍCIAS DO SETOR IMOBILIÁRIO

 

26/11/2008 - Creci-SP: taxa de juros para financiar imóveis está entre 6,17% e 14,5%

25/11/2008 - Financiar com CEF superou pagamento à vista na região do ABCD, Guarulhos e Osasco

21/11/2008 - Governo poderá facilitar o uso do FGTS na compra de imóveis, afirma Lupi

19/11/2008 - Lançamento de condomínios-clubes deve dobrar nos próximos três anos

18/11/2008 - No ano, estoque de emprego na construção civil atinge recorde de 2,188 milhões

10/11/2008 - Programa para checar se obra é legal registra mais de 9.500 acessos

28/10/2008 - Mais de 100 mil serão beneficiados por crédito habitacional via consignado

15/10/2008 - Crise não afeta procura por crédito na Caixa Econômica Federal

25/09/2008 - Em SP, imóveis comerciais de alto padrão têm menor taxa de vacância desde 2001

24/07/2008 - Financiamento de imóvel: no semestre, volume contratado cresceu 34% na CEF

 

 

 

 

 

 

 

Locação de imóveis passa longe da crise e registra alta de 36% em janeiro

Gladys Ferraz Magalhães
18/02/09

SÃO PAULO - Apesar da crise financeira internacional e do acréscimo de 12,33% no valor do aluguel residencial em São Paulo, nos últimos 12 meses encerrados em janeiro, segundo dados divulgados pelo Secovi (Sindicato da Habitação), o setor de locação de imóveis registrou alta no primeiro mês de 2009.

De acordo com a Lello Imóveis (empresa especializada no mercado imobiliário), o crescimento na procura de imóveis para locação foi de 36%, se comparado ao mesmo período do ano passado.

Razões
A gerente geral da companhia, Roseli Hernandes, se disse surpresa com o resultado, já que normalmente há uma queda no segmento nos meses de dezembro e janeiro, em função das festas e férias escolares e, além disso, por conta do atual momento econômico, as previsões eram negativas nos últimos meses.

Por outro lado, o aumento apurado em janeiro aponta para uma boa retomada do setor, mostrando que o mercado de locação está bem aquecido. Na opinião dela, os estudantes universitários contribuíram significativamente para tal resultado, visto que o aluguel em áreas próximas a faculdades foi maior. "O crescimento na locação foi sentido em todas as regiões da Capital e mais significativo em áreas próximas de faculdades, devido ao início do ano letivo", disse.

Ainda segundo a Lello, o número de fechamento de negócios verificado no mês passado também foi maior do que o registrado em janeiro de 2008. Neste caso, o aumento foi de 20%.

Fonte: InfoMoney
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Crise não afeta aluguel comercial em São Paulo, que teve alta de 0,62%

Karin Sato
18/02/09

SÃO PAULO - No mês passado, o aluguel comercial na cidade de São Paulo subiu em média 0,62%. Com o resultado, foi mantido o ciclo de alta, com aumento médio de 13,43% nos últimos 12 meses.

Os dados são do Grupo Hubert, que apurou que a valorização ocorreu em todas as regiões pesquisadas, com ganho real significativo em relação ao índice de -0,44% segundo o IGP-M do mês estudado.

Valorização atinge todas as regiões
"A crise financeira atual não está afetando o segmento", garante o diretor da empresa responsável pela pesquisa, Hubert Gebara.

Ele afirma que o aluguel comercial consolidou a tendência de alta e tem refletido, mês a mês, a demanda crescente por escritórios de médio padrão nas principais regiões comerciais da cidade.

Confira na tabela abaixo os resultados dos aluguéis comerciais dos últimos seis meses e o acumulado de 12 meses, por regiões, e também do IGP-M:
Mês Centro Velho Centro Novo Paulista Faria Lima Média IGP-M
Ago/08 0,90% 1,35% 1,49% 1,40% 1,28% -0,32%
Set/08 0,45% 0,89% 1,16% 0,97% 0,87% 0,11%
Out/08 0,44% 0,88% 0,99% 0,91% 0,80% 0,98%
Nov/08 0,27% 0,43% 0,45% 0,40% 0,39% 0,38%
Dez/08 0,62% 0,87% 0,98% 0,90% 0,84% -0,13%
Jan/09 0,44% 0,65% 0,71% 0,69% 0,62% -0,44%
Acumulado 12 meses 9,09% 13,07% 16,91% 14,80% 13,43% 8,15%

Veja os preços em reais por m2 da área útil:
Metragens Centro Velho Centro Novo Paulista Faria Lima
até 100 m2 3,70 7,60 41,85 32,90
de 101 a 500 m2 3,80 7,85 46,10 33,70
de 505 a 1 mil m2 3,90 7,90 47,10 34,90

Fonte: InfoMoney
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IR: Câmara estuda ampliar prazo de isenção sobre valor ganho por venda de imóvel

Equipe InfoMoney
16/02/09

SÃO PAULO - O ganho que o contribuinte obtem ao vender um imóvel residencial pode ficar isento do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física) por um período de até um ano, desde que ele aplique esse montante na compra de outro imóvel residencial. A ampliação do prazo de isenção é a proposta do projeto de lei 21/09, que tramita na Câmara.

Hoje, para que não incida imposto sob o valor obtido pela venda, o contribuinte tem até 180 dias para comprar outro imóvel residencial. A proposta do senador Papaléo Paes (PSDB-AP) estende esse prazo para 365 dias a partir da assinatura do contrato de venda.

Um negócio complicado
Para o senador Paes, a negociação imobiliária não é tarefa simples. "Quantas vezes se vê um imóvel anunciado para venda durante meses seguidos, antes que possa ser efetivamente vendido?", questiona, de acordo com a Agência Senado.

Ele afirma que a comercialização de imóveis, por ser de maior valor, depende de fatores externos, como inflação, financiamento e variações do mercado financeiro. Ele argumenta que esse tipo de negócio tem suas peculiaridades que dificultam a venda.

De acordo com o senador, a ampliação do prazo não prejudicará a arrecadação. O projeto ainda prevê que caberá ao Poder Executivo estimar o valor da renúncia fiscal.

O PLS 21/09 está sendo analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e depois vai à Comissão de Assuntos Econômicos, onde será aprovado ou vetado.

Fonte: InfoMoney
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Medidas para habitação serão anunciadas somente após o Carnaval, diz Lula

Roberta de Matos Vilas Boas
13/02/09

SÃO PAULO - O conjunto de medidas para o setor de construção, que inicialmente seria anunciado em janeiro, só será divulgado após o Carnaval, segundo afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta sexta-feira (13).

De acordo com a Agência Brasil, o plano prevê a construção de 1 milhão de casas populares até 2010, para famílias com renda de até 10 salários mínimos.

"O povo precisa. Temos condições de fazer, temos o projeto, o dinheiro. Portanto, agora é colocar o bloco na rua depois do Carnaval. Certamente, não vamos competir o nosso bloco de construção com o bloco de Carnaval do Rio de Janeiro, de Pernambuco, de Salvador", afirmou o presidente, após visitar um projeto de criação de Peixes em Recife.

Adiamento
Em dezembro do ano passado, Lula havia afirmado que o plano para o setor habitacional seria anunciado em janeiro. No início desta semana, ele explicou que o adiamento ocorreu porque a primeira versão do plano não o agradou, "por ter muito penduricalho de juros" e outros detalhes que ele quer ver excluídos.

Segundo o presidente, o plano terá medidas relacionadas ao FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Lula também já havia confirmado que terrenos da União, de estados e de municípios poderão ser utilizados no plano. "Estamos vendo que terrenos da União podem ser disponibilizados para baratear [a contrução de moradias] e que estados e prefeituras podem doar terreno", disse na ocasião.

Fonte: InfoMoney
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Inadimplência nos financiamentos habitacionais da CEF cai em 2008

Roberta de Matos Vilas Boas
12/02/09

SÃO PAULO - O índice de inadimplência nos financiamentos habitacionais da Caixa Econômica Federal caiu de 2,1%, no final de 2007, para 1,7%, em 2008, segundo divulgou a instituição nesta quinta-feira (12). Já no crédito comercial, a queda da inadimplência foi de 1,4 ponto percentual, passando de 5,4% para 4%.

O banco ainda registrou novo recorde de financiamento habitacional no primeiro mês deste ano. Nesse período, foram assinados 45.975 contratos no valor de R$ 1,91 bilhão, o que representa um crescimento de 155% em relação ao mesmo período de 2008. Até o fim do ano, o banco estima aplicar cerca de R$ 27 bilhões.

Outro fator que influenciou o resultado foi o aumento das receitas de prestação de serviços em 7,3%, resultado da expansão de 8,8% na base de clientes.

Saldo de crédito
O saldo total das operações de crédito atingiu R$ 80,1 bilhões. A carteira de pessoa física alcançou o saldo de R$ 13,7 bilhões, resultado 24,3% maior do que o registrado em 2007. Já as operações comerciais totalizaram R$ 28,9 bilhões, um crescimento de 50,80%.

A caderneta de poupança alcançou 36,9 milhões de contas, com um saldo de R$ 92,5 bilhões, correspondendo a um aumento de 22,4%. O resultado ampliou também a participação da Caixa no mercado, para 34,22%.

Já a conta Caixa Fácil fechou o ano com 6,8 milhões de contas, que favoreceram os beneficiários de diversos programas sociais, como o Bolsa Família.

Fonte: InfoMoney
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Financiar com CEF superou pagamento à vista na região do ABCD, Guarulhos e Osasco

Equipe InfoMoney
06/02/09

SÃO PAULO - Em novembro, a maior parte dos moradores do ABCD, Guarulhos e Osasco comprou um imóvel usado com financiamento da Caixa Econômica Federal, que registrou 70,37% de participação do total de pagamento da região.

Segundo pesquisa divulgada na última quinta-feira (5) pelo Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis), esta forma de pagamento superou os negócios à vista, predominantes em todas as regiões do estado. Isso porque estes últimos corresponderam a 23,46% das vendas de novembro.

A Caixa é a principal instituição dos financiamentos. Para se ter uma ideia, as demais instituições ficaram com participação de 6,17% nas vendas na região.

Capital
Na capital, por sua vez, a Caixa financiou 32,33% dos imóveis vendidos em novembro, enquanto os pagamentos à vista responderam por 58,65%, conforme a tabela abaixo:

Venda de imóveis na cidade de São Paulo em outubro
Forma de pagamento
Participação
À vista
58,65%
Financiamento com CEF
32,33%
Financiamento com outros bancos
6,02%
Direto com proprietário
3,01%
Consórcio
zero

Fonte: Creci-SP

Mais vendidos
Ainda de acordo com os dados, coletados em 1.606 imobiliárias pelo Creci-SP, em novembro, os imóveis com valor acima de R$ 200 mil responderam por 27,86% das vendas na capital paulista. No interior, os com valor entre R$ 61 mil e R$ 80 mil representaram 29,61% das vendas.

Já no ABCD, Guarulhos e Osasco, 23,44% dos imóveis vendidos situaram-se na faixa de R$ 121 mil a R$ 140 mil.

Fonte: InfoMoney
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Mercado de escritórios de alto padrão cresce 9% em São Paulo e 8% no Rio

Karin Sato
28/01/09

SÃO PAULO - A consultoria imobiliária Jones Lang LaSalle divulgou que o mercado de escritórios de alto padrão cresceu 9% em São Paulo, em 2008. Trata-se do quarto melhor resultado da série, iniciada em 1996. O indicador de demanda, a absorção líquida dos empreendimentos classes AA e A, atingiu 175 metros quadrados.

O bom desempenho do mercado pode ser medido também pela redução de três pontos na taxa de vacância - 6,95% ante 9,9% em 2007 -, mesmo com a entrega de novos empreendimentos que resultaram no acréscimo de 100 mil m2, o que denota alta de 5% no estoque existente. Em São Paulo, o estoque de escritórios de alto padrão totaliza, atualmente, 2,35 milhões de m2.

Nota-se ainda que, em SP, a média do crescimento anual do estoque é de 9,45%, ao passo que a ocupação cresce 10,06% ao ano. Por conta da alta demanda, surgem regiões chamadas de "alternativas" na pesquisa. São localidades novas, com potencial de crescimento, mas ainda em processo de consolidação, tais como Alphaville, Moema e Barra Funda.

Rio de Janeiro
Na capital fluminense, o mercado de imóveis comerciais de alto padrão cresceu 8%. O desempenho ficou aquém do obtido em São Paulo, uma vez que a taxa de vacância se manteve estável, na casa de 3%, apesar do aumento de 8% no estoque, hoje em 876 mil m2 no total.

Por sua vez, a absorção líquida foi 34% superior em relação ao ano passado, chegando a 36 mil m2 contra 27 mil m2 em 2007. A pesquisa revela também que o crescimento médio anual do estoque é de 4,76%, ao passo que o crescimento médio anual de ocupação é de 5,5%.

Perspectivas até 2011
O prognóstico da consultoria é de que, em São Paulo, haverá crescimento de 13% no estoque em 2009, de 15% em 2010, e de 9% em 2011. O incremento seria de 980 mil m2. Para 2009, especificamente, são duas as projeções: no primeiro cenário, a expectativa é de que a taxa de vacância fique em 15%. Já no segundo, espera-se que o indicador contabilize 19%.

Foram elaboradas duas projeções também para o Rio de Janeiro: no primeiro caso, a taxa de vacância esperada é de 8,80%. Já no segundo, a previsão é de uma taxa de vacância de 15,20%.

Fonte: InfoMoney
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Falta imóvel de um quarto para quem quer morar sozinho; aluguel sobe

Flávia Furlan Nunes
16/01/09

SÃO PAULO - Apesar do crescimento no número de pessoas que optam por morar sozinhas em imóveis de um quarto, porque querem independência, as construtoras se preocuparam pouco com este público nos últimos anos. O resultado: poucos imóveis e muita procura, o que fez com que o aluguel deste tipo de casa ou de apartamento subisse a ponto de se igualar ao de dois dormitórios.

"As construtoras não se dedicaram muito, mas existem pessoas que preferem eles", afirmou a gerente-geral de Vendas e Locação da Lello Imóveis, Roseli Hernandes, sobre os imóveis de um dormitório.

De acordo com ela, a demanda por este modelo de imóvel é grande e tem crescido, principalmente no começo do ano, devido ao perfil de quem costuma alugá-lo. São estudantes, que o procuram antes do início das aulas, jovens que saíram da casa dos pais, pessoas que se separaram e que querem pagar um aluguel.

"Eles não querem apartamento muito grande, para não terem muito trabalho. Como vão morar sozinhos, querem conforto", explicou a gerente-geral.

Perfil dos imóveis
De acordo com o vice-presidente de Locação do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), José Roberto Federighi, existe uma demanda muito grande por imóveis de um quarto, mas em determinadas regiões. "São Paulo é muito grande e cada região tem uma demanda. No caso de um dormitório, principalmente próximo de hospitais, faculdades etc", explicou.

O valor do aluguel varia bastante, desde R$ 800 em média, para bairros medianos, até R$ 1,5 mil em média, para bairros mais luxuosos. Porém, alugar uma imóvel de um quarto pode chegar a R$ 2,5 mensais, em média, quando se escolhe, por exemplo, um loft.

"Existe a tendência de a pessoa desistir de um dormitório e ir para dois", afirmou Federighi, em relação ao preço da locação da unidade de um quarto. "A diferença acaba sendo pequena. Se você for analisar, os produtos de um dormitório estão travestidos de uma sofisticação, em muitos casos, para poder criar valor".

Esse aumento do preço, que faz com que a locação de um dormitório fique próxima da de dois dormitórios, é causado, principalmente, pelo desequilíbrio entre demanda e oferta.

Compra
Na maioria das vezes, a busca de um imóvel de um quarto é para locação, mas existem as pessoas que compram essas unidades, principalmente como forma de investimento. "Como investimento, é muito bom", afirmou Roseli, da Lello. "Tem bastante gente procurando, o imóvel não vai ficar vago por muito tempo e hoje tem dado uma rentabilidade boa", disse.

Últimos dados divulgados pelo Secovi, em relação ao mês de novembro, revelaram que o mercado de locação não foi afetado pela crise, exatamente pela falta de unidades para locar. Por isso, torna-se um bom investimento. Os aluguéis de casas e apartamentos na capital paulista aumentaram, em média, 0,6% em novembro de 2008, frente a outubro do mesmo ano. Considerando os últimos 12 meses até novembro, o avanço foi de 12,7%.

Quanto menor o número de quartos, maior o aumento no preço dos aluguéis, devido à maior escassez de unidades. Dessa maneira, residências de um dormitório tiveram suas locações com acréscimos médios de 1% no período em questão, enquanto as de dois dormitórios elevaram-se em 0,5% e as de três dormitórios, em 0,3%.

A opinião de Federighi é de que muitas pessoas compram como investimento, mas que existem aquelas que adquirem para uso próprio, como uma pessoa que mora em outra cidade e que tem negócios em São Paulo.

Fonte: InfoMoney
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Rentabilidade de locação de imóveis atrai investidores

Flávia Furlan Nunes
29/12/08

SÃO PAULO - O segmento onde a crise financeira estourou nos Estados Unidos, o imobiliário, aqui no Brasil representa um porto seguro para os investidores. A locação de imóveis atrai quem se assustou com a queda nos valores das ações, especialmente devido aos retornos que proporciona.

O rendimento de um imóvel alugado gira em torno de 0,7% de seu valor de venda, superior à caderneta de poupança e alguns fundos de renda fixa.

"Historicamente, o imóvel representa alternativa segura para investidores. Nos últimos anos, entretanto, houve intensa migração de investimentos para o mercado de capitais, que está passando por um momento de muita volatilidade. Alguns grandes investidores já passaram a buscar alternativas menos arriscadas", disse a gerente de Locação e Vendas da Lello, Roseli Hernandes.

O investidor
Com alto poder aquisitivo, a maioria dos investidores estão em busca de unidades com valores entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões, especialmente casas e galpões para locação comercial. Além da rentabilidade, essas pessoas estão de olho na valorização do patrimônio no médio e longo prazos.

A Lello registrou aumento de 40% no número de consultas feitas por pessoas que desejavam comprar imóveis e disponibilizá-los no mercado de locação.

Os cuidados que a pessoa deve tomar, antes de aderir ao tipo de investimento, são observar a vocação da região do imóvel, o potencial de rentabilidade e as condições de conservação da unidade. "Uma opção interessante é adquirir imóveis já alugados, evitando o risco de ter que arcar com despesas como IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano), condomínio e conta de água, enquanto a nova locação não for fechada", orientou Roseli.

Cautela
A principal dica aos investidores do economista e diretor do Centro de Economia Mundial da FGV (Fundação Getulio Vargas), Carlos Langoni, é ter cautela e prudência, quando há um cenário de incerteza.

Para ele, é preciso buscar mercados que tenham maior liquidez com um retorno menor, porém, que sejam mais seguros. "Isso explica, aliás, essa tendência observada desde meados de 2008 de uma realocação de recursos do mercado acionário para aplicações em outros fundos de investimentos: caderneta de poupança, títulos do Tesouro brasileiro, que oferecem um retorno menor, mas com maior liquidez e segurança".

De acordo com ele, há outros ativos, inclusive imóveis, que devem apresentar queda de valor. "Automóveis vão sofrer descontos, inclusive os usados. Então, para o indivíduo que acumulou poupança e tem um recurso para aplicar, pode surgir oportunidade interessante para gastos ao longo de 2009", destacou à Agência Brasil.

Fonte: InfoMoney
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Imóveis: mercado de escritórios acolhe investidores da Bolsa

Flávia Furlan Nunes
18/12/08

SÃO PAULO - A crise financeira internacional fez com que muitos investidores que precisavam de dinheiro no curto prazo amargassem perdas na Bolsa de Valores. Aquela euforia que perdurava até setembro acabou. Alguns, cientes de que a aplicação é de longo prazo, continuaram com seus papéis. Outros passaram a apostar em novas modalidades de investimento. É nesse momento que a locação de escritórios se torna uma opção.

"Tem muita gente que saiu do mercado de ações e foi para o imobiliário, buscando riscos menores", afirmou o diretor da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), Luiz Paulo Pompéia.

Mesmo que a crise tenha causado desaceleração na economia de muitos países desenvolvidos, aqui no Brasil existem muitas empresas em busca de locação de escritórios. A demanda está maior do que a produção e, por isso, a liquidez está muito boa. "O ano que vem deve ser melhor e há demanda em todos os segmentos. Existem até mesmo demandas que não estão sendo atendidas", explicou.

Por que escritórios?
E o mercado de locação de imóveis parece mais atrativo. Nos últimos três anos, os valores dos aluguéis já sofreram valorização de 88%. A maior parte dos contratos é indexada pelo IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado), que sofreu aumentos constantes no começo deste ano, por conta da inflação.

A gerente da Lello, Roseli Hernandes, contou que todo o dia aparecem pessoas que já investem em imóveis querendo investir mais, além de novos investidores, que precisam de uma forma mais segura para aplicar seu dinheiro.

"A gente tem percebido pessoas com capacidade de investir grandes valores, como R$ 1 milhão ou R$ 10 milhões. A tendência é procurar mais imóvel comercial, em função de ele ter um contrato de longo tempo", citou Roseli.

No momento de optar por esse tipo de investimento, a gerente recomenda às pessoas que procurem uma consultoria, que poderá indicar qual perfil de imóvel que rende mais. Os comerciais são mais interessantes, devido ao seu retorno, mas exigem um volume maior de dinheiro. Os melhores são os situados em locais de grande fluxo de pessoas.

Fonte: InfoMoney
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Imóvel: governo estuda crédito em que parcela deixa de ser paga por um tempo

Flávia Furlan Nunes
16/12/08

SÃO PAULO - O governo brasileiro considera a criação de um financiamento imobiliário que permita ao contratante, em caso de desemprego ou perda de renda, deixar de pagar algumas parcelas, desde que as quite no final do financiamento.

A informação foi dada, nesta terça-feira (16), durante evento do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), pelo economista-chefe e membro do Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), Celso Petrucci.

Condições
"É um mecanismo que o governo já vem batendo na tecla desde o começo do ano. O governo está pensando em alguma coisa para que o consumidor volte a ter confiança. Um mecanismo, que no momento de desemprego ou queda de renda, ele venha a não pagar alguma prestação", afirmou.

De acordo com Petrucci, essa é apenas uma consideração que tem sido feita, que terá caráter de postergar o tempo do financiamento, mantendo as mesmas condições de juros. "Mas precisa ver se os bancos estariam dispostos a oferecer isso", ponderou ele.

Outras medidas
O membro do Conselho Curador ainda citou outras medidas defendidas para os financiamentos imobiliários. Confira abaixo:
" Possibilidade de dedução da base de cálculo do Imposto de Renda dos juros pagos em financiamento imobiliário;
" "Apoiamos o pedido de muitas outras entidades de que emergencialmente seja liberado imóvel com valor acima de R$ 350 mil para uso do FGTS", ponderou Petrucci;
" Uso do FGTS corrente: em vez que o empregador pegar a contribuição do salário do funcionário e depositá-lo no fundo, ele já deposita diretamente na conta do credor, o que diminui o risco do crédito;
" "Estamos incitando o governo a mexer no compulsório da caderneta de poupança. Estamos falando de um total de R$ 60 bilhões", disse o membro do Conselho Curador, que ainda comparou a medida com a liberação do compulsório para contas corrente.

Fonte: InfoMoney
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Imóvel: 2008 terá 35 mil lançamentos; destaque é região ao redor de SP

Flávia Furlan Nunes
16/12/08

SÃO PAULO - O mercado imobiliário deve fechar 2008 com a marca de 35 mil unidades lançadas, com destaque para as regiões no entorno da cidade de São Paulo. Para 2009, porém, a expectativa é de manutenção do crescimento, num ritmo sadio.

"Temos crédito e demanda, basta trabalhar de maneira seletiva, agir com responsabilidade e atravessar essa fase com otimismo e pé no chão", afirmou o presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), João Crestana.

"Os números de lançamento demonstram que a crise não é tão grande assim. O pessimismo parece exagerado. As empresas estão colocando a culpa da má administração na crise", disse o diretor da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), Luiz Paulo Pompéia.

Regiões do entorno
O grande número de lançamentos se dá, principalmente, em uma região que tem sido chamada de ABCDOG: Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano, Diadema, Osasco e Guarulhos, com foco em unidades habitacionais de até R$ 300 mil.

"O terreno em São Paulo subiu muito nos últimos anos, principalmente por causa de leilões. Isso fez com que houvesse aumento forte nos lançamentos na região metropolitana, exceto na capital. Esses leilões elevaram demais o valor dos terrenos, que estão, de certa maneira, inflacionados. Nós acreditamos em estabilidade ou até em diminuição do preço no próximo ano, o que pode impulsionar o crescimento de lançamentos na cidade de São Paulo", afirmou Pompéia.

Confira abaixo a participação da capital e das cidades da região metropolitana nos lançamentos dos últimos anos:

Ano
Lançamentos
Capital
Região Metropolitana
2004
28.192
80%
20%
2005
33.682
74%
26%
2006
34.727
74%
26%
2007
62.065
62,1%
37,9%
2008 (jan/set)
47.393
53,8%
46,2%

Fonte: Embraesp

Fonte: InfoMoney
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"Taxa de juro menor ajudará brasileiros a terem casa própria", diz Sinduscon-SP

Tabata Pitol Peres
03/12/08

SÃO PAULO - A decisão do Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) em reduzir as taxas de juros dos financiamentos imobiliários para quem tem renda bruta de até R$ 2 mil é vista com bons olhos pelo presidente do Sinduscon-SP (Sindicato da Construção de São Paulo), Sérgio Watanabe.

De acordo com as novas regras, as taxas passarão de TR (taxa referencial) mais 6% ao ano para TR mais 5% ao ano. "Para muitos, um ponto percentual pode parecer pouco, mas, para quem tem uma renda de até cinco salários mínimos, R$ 30, R$ 40, R$ 50 fazem muita diferença. Por isso, essa medida é extremamente positiva e significativa".

Para o presidente, esse um ponto percentual que foi retirado da taxa de juros pode significar a diferença entre ter ou não uma casa própria. "Às vezes, R$ 50 por mês impedem que uma família entre em um financiamento imobiliário e consiga adquirir um imóvel. Por isso, essa redução é tão significativa. Um ponto percentual em um período longo, de 25 ou 30 anos, que é quanto dura um financiamento imobiliário, pesa bastante no bolso", justifica.

Mercado imobiliário
Para Watanabe, apesar de pesquisas mostrarem que os incorporadores se sentem mais confortáveis ao lançarem imóveis para alta renda, o mercado imobiliário estará voltado para produtos que se encaixam dentro do sistema financeiro da habitação em 2009.

"O setor que deve apresentar grande expansão é o de imóveis que têm recursos de financiamento por meio do FGTS ou dos depósitos de caderneta de poupança", afirma.

Ainda de acordo com o presidente, as únicas coisas que podem afetar o lançamento de projetos para baixa renda ou supereconômicos - como são chamados - são a expectativa de empregos ou a alta excessiva da inflação. "A redução no número de postos de trabalho e a inflação são fatores devastadores para o mercado imobiliário, porque cortam a capacidade de renda das famílias drasticamente", explica.

Porém, Watanabe mostra-se otimista. "Mas eu não acredito que passaremos por isso, não. O que precisamos é lutar pela preservação dos empregos, que é fundamental para o Brasil continuar crescendo e ofertando esse tipo de imóvel. Afinal, temos um grande déficit habitacional e ele precisa ser reduzido".

Fonte: InfoMoney
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Apesar da crise, setor de construção civil deve crescer 10% em 2008

Tabata Pitol Peres
03/12/08

SÃO PAULO - O desempenho do setor de construção civil foi considerado excepcional pelo SindusCon-SP (Sindicato da Construção de São Paulo) Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (3), o presidente da instituição, Sérgio Watanabe, afirmou que, mesmo com o agravamento da crise no último trimestre desse ano, os números do setor são favoráveis.

"Iremos registrar crescimento de 10% em 2008. O crescimento maior do que o PIB é justificado pelas obras já contratadas, que deverão assegurar, inclusive, um crescimento das atividade do setor pelo menos até o fim do primeiro trimestre de 2009", explicou.

Porém, para o próximo ano, as expectativas de crescimento são mais modestas. "Cresceremos menos, mas não falamos em recessão, teremos apenas em um quadro de desaceleração. A expectativa é de que o setor cresça entre 3,5% e 4,5% em 2009".

Pontos positivos
Ainda durante a coletiva de imprensa, a economista da FGV Projetos, Ana Maria Castelo, falou dos pontos positivos que o setor apresentou em relação a 2007.

"O financiamento habitacional com recursos da poupança foi 80% superior ao concedido no ano passado, o faturamento da indústria de materiais no mercado interno apresentou expansão de 36,5%, sem falar que houve aumento de 342 mil postos de trabalho em relação a outubro de 2007", contou a economista.

No entanto, nem tudo foi positivo no crescimento do setor neste ano. "Infelizmente o crescimento significativo que registramos fez com que a disponibilidade de insumos diminuísse, trazendo à tona questões como a capacidade de oferta da indústria de materiais e o contingente de mão-de-obra qualificada no mercado". Além disso, a economista citou o aumento expressivo do custo dos insumos. "Os preços das matérias-primas subiram e elevaram o custo de construção em 11%, isso aumenta as dificuldades das empresas".

Para Watanabe, a permanência da alta de preços de alguns materiais é muito preocupante, sobretudo em insumos estratégicos. "Enquanto no mundo os preços de todas as commodities caem, aqui eles sobem injustificadamente, aumentando ainda mais o desequilíbrio econômico- financeiro dos contratos de obras".

Fonte: InfoMoney
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Creci-SP: taxa de juros para financiar imóveis está entre 6,17% e 14,5%

Equipe InfoMoney
26/11/08

SÃO PAULO - De acordo com o levantamento divulgado nesta quarta-feira (26) pelo Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), os bancos cobram uma taxa anual de juros entre 6,17% e 14,5% para o financiamento de imóveis.

O estudo foi realizado com oito instituições bancárias: Bradesco, Santander, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real ABN, Unibanco e Caixa Econômica Federal.

Condições de financiamentos
Os financiamentos são concedidos para pagamentos entre 10 anos e 30 anos de acordo com o plano escolhido pelo consumidor. Os bancos financiam de 80% a 100% do valor do imóvel.

Para ter acesso a esse crédito o consumidor precisa ter uma renda de no mínimo R$ 1 mil, que varia de acordo com a empresa credora e o tipo de financiamento escolhido.

Variações
O financiamento que apresenta a maior taxa de juros por ano é o plano Carta de Crédito Caixa SBPE/Fora do SFH. A taxa de juros pré-fixada de 14,5% é oferecida em financiamentos de até 30 anos para a aquisição de imóveis de até R$ 350 mil.

Já o plano com a taxa de juros menor é o Carta de Crédito Caixa FGTS/Individual com 6,17% anuais, destinados para quem tem renda entre R$ 415 e R$ 1.875 para compra de imóveis de até R$ 130 mil, nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

A importância da pesquisa
De acordo com o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, antes de o comprador financiar um imóvel, é recomendável que ele faça uma boa pesquisa.

"O levantamento torna evidente a necessidade de o comprador de imóvel fazer uma pesquisa detalhada e cuidadosa sobre as condições dos empréstimos, consultando vários bancos, para achar o financiamento mais adequado ao seu padrão de renda e à sua capacidade de pagamento", afirma o presidente do Creci-SP.

Fonte: InfoMoney
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Financiar com CEF superou pagamento à vista na região do ABCD, Guarulhos e Osasco

Equipe InfoMoney
25/11/08

SÃO PAULO - No nono mês do ano, a maior parte dos moradores do ABCD, Guarulhos e Osasco comprou um imóvel usado com financiamento da Caixa Econômica Federal, que registrou 48,21% de participação do total de crédito da região.

Segundo pesquisa divulgada na última sexta-feira (21) pelo Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis), esta forma de pagamento superou os negócios à vista, predominantes em todas as regiões do estado. Isso porque estes últimos corresponderam a 40,18% das vendas de setembro.

A Caixa é a principal instituição dos financiamentos. Para se ter uma idéia, as demais instituições ficaram com participação de 4,46%.

Capital
Na capital, por sua vez, a Caixa financiou 29,59% dos imóveis vendidos em setembro, enquanto os pagamentos à vista responderam por 55,03%, conforme a tabela abaixo:

Venda de imóveis na cidade de São Paulo em setembro
Forma de pagamento
Participação
À vista
55,03%
Financiamento com CEF
29,59%
Financiamento com outros bancos
11,83%
Direto com proprietário
3,55%
Consórcio
zero

Fonte: Creci-SP

Mais vendidos
Ainda de acordo com os dados, coletados em 1.490 imobiliárias pelo Creci-SP, no nono mês do ano, os imóveis mais vendidos foram aqueles com valor acima de R$ 200 mil, que responderam por 47,21%. Em seguida, aparecem os com valor entre R$ 61 mil e R$ 80 mil, representando 9,64% das vendas.

Os apartamentos foram os preferidos, representando 67,35% dos negócios fechados.

Fonte: InfoMoney
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Governo poderá facilitar o uso do FGTS na compra de imóveis, afirma Lupi

Roberta de Matos Vilas Boas
21/11/08

SÃO PAULO - O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou, na última quinta-feira (20), durante a apresentação dos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) de outubro, que o governo ainda estuda formas de facilitar o uso do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para a compra de imóveis.

"A construção civil é o setor que tem o maior crescimento na geração de empregos no Brasil. Esta área mexe com algo que é muito importante para o cidadão brasileiro: ter a sua casa própria. Então essa demanda existe. Temos ainda mais de 10 milhões de déficit de unidades habitacionais. Precisamos continuar investindo nesse setor, que precisa de linhas de crédito", disse.

Geração de empregos
Entre janeiro e outubro deste ano, a construção civil gerou 303.031 postos celetistas de trabalho, o que significa uma alta de 19,8% no ano, índice acima da média nacional, de 7,42%.

Segundo o ministro, a estimativa é de que os recursos do FGTS que serão investidos no próximo ano, gerem cerca de 1,378 milhão de empregos na habitação popular, saneamento básico e infra-estrutura urbana.

Fonte: InfoMoney
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Lançamento de condomínios-clubes deve dobrar nos próximos três anos

Roberta de Matos Vilas Boas
19/11/08

SÃO PAULO - O lançamento de condomínios-clubes deverá duplicar nos próximos três anos na região metropolitana de São Paulo. Segundo levantamento feito pela Lello, entre 2009 e 2011, o número desses empreendimentos deverá saltar de 140 para 299, uma alta de 114%.

Estes condomínios, geralmente instalados em terrenos com áreas superior a 8 mil metros quadrados, possuem opções de lazer como quadras de tênis, academias, espaço gourmet, serviços de pet care, mini campos de golfe e garage band.

Atenção do síndico
Com o crescimento esperado, os condomínios-clube passarão a representar 18% dos lançamentos imobiliários em 2011. Porém, a Lello alerta que oferecer tantos recursos em uma área muito grande, geralmente com três ou mais torres, exige atenção especial do síndico e da equipe que gerencia o condomínio, para que os espaços e equipamentos funcionem de forma adequada.

"Contratar profissionais especializados em recreação e promover encontros temáticos, por exemplo, sempre com um cronograma definido, dão vida a esses espaços e evitam que fiquem ociosos. Os contratos com os fornecedores e prestadores de serviços requerem muito cuidado, para que se garanta uma correta manutenção de tudo o que é oferecido", afirma a gerente de marketing da Lello Condomínios, Angélica Arbex.

Para incentivar o uso desses espaços, podem ser realizadas algumas ações, como contratar profissionais especializados em recreação, para desenvolver atividades com jovens e crianças ou, ainda, realizar palestras com nutricionistas ou cursos de culinária, para que espaços como a Sala Gourmet sejam usados regularmente. Criar campeonatos e torneios, com entrega de prêmios e medalhas, também pode motivar a participação de todos.

Fonte: InfoMoney
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No ano, estoque de emprego na construção civil atinge recorde de 2,188 milhões

Equipe InfoMoney
18/11/08

SÃO PAULO - O número de pessoas empregadas com carteira assinada na construção civil atingiu o recorde de 2,188 milhões entre janeiro e setembro de 2008.

De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira (18) pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), o setor fechou setembro com 39,8 mil postos de trabalho preenchidos.

O número representa alta de 1,85% em relação a agosto. Já nos últimos 12 meses encerrados em setembro, o avanço é de expressivos 19,88%, com 362,9 mil postos.

Regiões nacionais
Conforme indicaram os dados do sindicato, todas as regiões do País registraram elevação nos postos de trabalho no nono mês deste ano, em relação ao mês anterior.

O destaque fica para o Nordeste, que obteve alta de 2,68%, com a criação de 10,1 mil vagas.

Os Estados do Norte, por sua vez, tiveram desempenho mais tímido, com alta de 1,2%, ou 1.306 empregos a mais.

São Paulo
Considerando o nível de emprego na construção no estado de São Paulo, a pesquisa aponta um incremento de 1,38% em setembro, frente ao mês anterior. Isso significa que 8,2 mil trabalhadores foram contratados.

Na comparação com 12 meses antes, o aumento foi de 20,43%, equivalente à incorporação de 103 mil novos postos de trabalho.

Já na capital paulista, foram criados 3,5 mil postos de trabalho entre agosto e setembro, alta de 1,24%. Em 12 meses, haviam sido contratados mais de 50,2 mil empregados, aumento de 20,96%.

Fonte: InfoMoney
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Programa para checar se obra é legal registra mais de 9.500 acessos

Roberta de Matos Vilas Boas
10/11/08

SÃO PAULO - O programa da prefeitura de São Paulo, De Olho na Obra, teve mais de 9.500 acessos registrados em três meses, segundo divulgou a própria prefeitura. O sistema permite que um comprador verifique se as condições do imóvel são legais.

Para conhecer as condições de tudo o que está sendo construído na cidade, basta acessar www.prefeitura.sp.gov.br/deolhonaobra, e informar o endereço da construção.

Irregularidades
Com isso, é possível saber se a obra tem ou não alvará e, se for constatada a irregularidade, o cidadão pode denunciar o caso à Prefeitura, também pela internet.

"A tecnologia deve ser usada a favor do cidadão e o uso da internet na prestação do serviço público é garantia de transparência e agilidade", afirma o secretário de desburocratização, Rodrigo Garcia.

Com o sistema, é possível consultar todas as obras feitas desde 1997 na capital paulista, e obter informações como a finalidade do empreendimento, número de pavimentos e metragem.

Fonte: InfoMoney
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Mais de 100 mil serão beneficiados por crédito habitacional via consignado

Equipe InfoMoney
28/10/08

SÃO PAULO - Conforme publicado pelo jornal O Dia, na última sexta-feira (24), cerca de 100.800 servidores ativos, inativos e pensionistas do Ministério da Previdência, INSS e Dataprev poderão se beneficiar com financiamento habitacional via crédito consignado.

A novidade, que resultará de um convênio entre o Ministério da Previdência, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil a ser assinado na próxima sexta-feira (31), tem como objetivo facilitar o acesso à casa própria desta parcela da população.

Ainda de acordo com o jornal, a Caixa Econômica só divulgará os valores das taxas na próxima semana.

Financiamentos
Mesmo com a crise, a Caixa Econômica Federal tem mantido sua oferta de crédito e a procura continua alta. Até setembro, o banco liberou R$ 16 bilhões de recursos de habitação, R$ 8,4 bilhões pelo FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), R$ 6,9 bilhões pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) e R$ 700 milhões através do consórcio. Isto representa alta de 54% em relação aos recursos liberados no mesmo período de 2007.

De acordo com a Caixa, a liberação proporcionou moradia para 352 mil famílias, o que significa mais de 1,4 milhão de pessoas beneficiadas. Apenas em setembro, a Caixa liberou R$ 2,1 bilhões para habitação.

Fonte: InfoMoney
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Crise não afeta procura por crédito na Caixa Econômica Federal

Equipe InfoMoney
15/10/08

SÃO PAULO - Apesar da crise, a Caixa Econômica Federal tem mantido sua oferta de crédito e a procura continua alta. Até setembro o banco liberou R$ 16 bilhões de recursos de habitação - R$ 8,4 bilhões pelo FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), R$ 6,9 bilhões pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) e R$ 700 milhões através do consórcio. Isto representa alta de 54% em relação aos recursos liberados no mesmo período de 2007.

De acordo com a Caixa, a liberação proporcionou moradia para 352 mil famílias, o que significa mais de 1,4 milhão de pessoas beneficiadas. Apenas em setembro, a Caixa liberou R$ 2,1 bilhões para habitação. Em saneamento e infra-estrutura, foram R$ 3,8 bilhões, alta de 50% em relação aos nove primeiros meses de 2007, sendo R$ 2,9 bilhões em financiamento e R$ 880 milhões de repasse, distribuídos em mais de 300 projetos.

Mantendo o ritmo
Segundo entende o vice-presidente de finanças da instituição, Márcio Percival, os números mostram que a procura pelas linhas do banco continuam em alta e as captações se mantêm no ritmo esperado. Tanto que os CDBs (Certificado de Depósito Bancário) alcançaram R$ 159 milhões, apesar da greve dos funcionários do banco, desde o início do mês. Com isso, o estoque de poupança na Caixa soma R$ 88,2 bilhões e o de CDBs, R$ 16 bilhões.

Percival disse que a situação tende a melhorar com a política adotada pelo Banco Central de liberação dos recolhimentos compulsórios sobre depósitos à vista e a prazo. De acordo com a Agência Brasil, a medida inclui também depósitos interfinanceiros e a exigibilidade adicional sobre depósitos à vista e a prazo. Como resultado, foram liberados R$ 2,7 bilhões dos depósitos da Caixa.

O vice-presidente afirmou, ainda, que os recursos liberados serão utilizados para compra de carteiras de crédito de outros bancos e ampliação da oferta de crédito para empresas. "Vamos aproveitar a oportunidade para negociar e ver o que é melhor para a instituição", acrescentou.

Fonte: InfoMoney
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Em SP, imóveis comerciais de alto padrão têm menor taxa de vacância desde 2001

Karin Sato
25/09/08

SÃO PAULO - A cidade de São Paulo registrou a menor taxa de vacância de imóveis comerciais de alto padrão disponíveis para locação no segundo trimestre deste ano: apenas 7%, contra os 9,93% do trimestre anterior, segundo dados da consultoria Jones Lang LaSalle.

O estudo mostra que, nos últimos cinco anos, foi registrada uma recuperação do mercado de escritórios de alto padrão - no primeiro semestre de 2003, a taxa de vacância era de 24,11%.

Imóveis de alto padrão
Atualmente, o estoque de imóveis de alto padrão na cidade corresponde a 25% do total de edifícios existente, que equivalem a 2,3 milhões metros quadrados. O setor de serviços respondeu pela maior taxa de aumento na ocupação desses imóveis desde o final de 2006, com crescimento de 25%.

Rio de Janeiro
O desempenho desse mercado também se mostra favorável na cidade do Rio de Janeiro, que é abrangida pelo estudo da consultoria semestralmente. Nos seis primeiros meses deste ano, a taxa de vacância saltou de 3,42%, ao final de 2007, para de 6,05%.

Na comparação com o segundo semestre de 2007, no entanto, o crescimento é menor: de 2,63%. O indicador está associado à entrega de um edifício na Cidade Nova, já locado, mas não totalmente ocupado. Não se deve, portanto, a uma retração do mercado, que continua demandando espaços corporativos de qualidade.

"A absorção líquida no período, por exemplo, foi de 16 mil metros quadrados", explica a gerente de pesquisas da Jones Lang LaSalle, Lilian Feng. As melhores taxas de absorção da cidade foram registradas nas regiões da Orla e no Centro - na primeira, 11 mil m2 foram ocupados, e na segunda, 4 mil m2. Em seguida, aparece Barra da Tijuca, com 200 m2.

Quanto aos preços, houve um aumento de 18% em relação ao final do ano passado - a média ponderada saltou de R$ 57/m2 para R$ 67/m2. O segmento AA apresentou faixa de preço pedido entre R$ 60/m2 e R$ 110/m2, com média de R$ 78/m2. A região Orla registrou a maior média, e a do Centro, a menor - R$ 89/m2 e R$ 64/m2, nesta ordem.

Para os edifícios classe A, a faixa de valores se situou entre R$ 42/m2 e R$ 90/m2, com média de R$ 61/m2. A região Orla apresentou a maior média também nesta categoria: R$ 70/m2, e a Barra, a menor: R$ 47/m2. Segundo Lilian, para o segundo semestre do ano, há uma previsão de entrega de espaços da ordem de 80 mil m2. A estimativa é de que, ao final do ano, o estoque total do Rio ultrapasse os 900 mil m2.

São Paulo: recorde de absorção
Na cidade de São Paulo, as regiões com os melhores índices de redução de vacância foram Moema, com queda de 31 pontos, Marginal Pinheiros, Verbo Divino e Alphaville. As demais regiões apresentaram estabilidade. As chamadas áreas alternativas foram as que tiveram a menor taxa de vacância no segundo trimestre: 2,15%. Nas secundárias, por sua vez, o índice foi de 10,09%.

A aborção líquida medida na cidade de São Paulo no período entre abril a junho deste ano, de 130 mil m2, configura um recorde trimestral da série histórica iniciada em 1995, com destaque para as regiões da Marginal Pinheiros, Faria Lima e Berrini, que tiveram 80 mil m2 ocupados. "Estas áreas receberam novos edifícios no período, que foram prontamente ocupados, mas todas as regiões - exceto o Centro - mostraram absorção líquida positiva. Na Barra Funda e nos Jardins, por exemplo, 100% dos espaços encontram-se ocupados", diz a gerente de pesquisas.

Preços em São Paulo
Quanto aos valores de locação do trimestre, os dados mostram pequena retração, de 3%, decorrente da inexistência de ofertas em alguns edifícios, cujos preços pedidos costumam figurar entre os mais altos da cidade.

Nos empreendimentos de classe AA, situados em regiões nobres, a faixa de preços de locação no trimestre variou de R$ 50/m2 a R$ 120/m2 (média de R$ 79/m2). Já nas zonas secundárias, a variação ficou entre R$ 48/m2 a R$ 83/m2 (média de R$ 61/m2). Por fim, nas regiões alternativas, de R$ 48/m2 a R$ 80/m2 (média de R$ 56/m2).

Para os empreendimentos de classe A, os preços variaram entre R$ 32/m2 e R$ 115/m2 nas regiões nobres (média de R$ 61/m2), de R$ 25/m2 a R$ 52/m2 nas secundárias (média de R$ 32/m2), e de R$ 36/m2 a R$ 47/m2 nas alternativas (média de R$ 42/m2). A média geral de preços verificada na cidade foi de R$ 59.

O total de escritórios de alto padrão situados na cidade de São Paulo deverá atingir 2,5 milhões de m2 ao final de 2008, com a entrega de dez novos empreendimentos (em torno de 190 mil m2), sendo quase 65% do segmento de alto padrão.

Fonte: InfoMoney
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Financiamento de imóvel: no semestre, volume contratado cresceu 34% na CEF

Roberta de Matos Vilas Boas
24/07/08

SÃO PAULO - De acordo com balanço divulgado nesta quinta-feira (24), a Caixa Econômica Federal atingiu um total de R$ 9,181 bilhões de contratações na carteira habitacional no primeiro semestre deste ano, o que representa um crescimento de 34% em relação ao mesmo período de 2007, quando foram registrados R$ 6,8 bilhões.

Apenas nos programas implementados com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), destinados às famílias com renda de até R$ 4.900, o banco aplicou R$ 5,4 bilhões, 47% a mais que em 2007.

Segundo a instituição, esses recursos resultaram em 201 mil unidades habitacionais, beneficiaram mais de 425 mil pessoas e proporcionaram a geração de mais de 473 mil empregos.

Além dos R$ 5,4 bilhões com recursos do FGTS, nos seis primeiros meses de 2008, R$ 3,4 bilhões foram aplicados com recursos próprios e do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo).

Novos e usados
As contratações de crédito imobiliário, em 2008, têm forte participação das operações de aquisição e reforma de imóveis usados. Atualmente esta proporção é de 60% na quantidade e 56% no valor contratado. No total, a concentração de usados aumentou aproximadamente 10% em quantidade e 2% em valores em relação a 2007.

Considerando os valores médios de imóveis e financiamento, não foram constatadas diferenças entre novos e usados. Entre as unidades financiadas pelo SBPE, o valor médio era de R$ 150 mil e, no caso do FGTS, foi de R$ 55 mil e R$ 65 mil.

Feirões da casa própria
No primeiro semestre, foram realizados feirões da casa própria nas cidades de São Paulo, Brasília, Salvador, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, Uberlândia, Fortaleza, Curitiba e Rio de Janeiro.

O evento contabilizou mais de R$ 4 bilhões e cerca de 56 mil negócios fechados e encaminhados, além de reunir mais de 500 mil pessoas.

São Paulo
Somente no estado de São Paulo, a CEF realizou mais de 41 mil empréstimos habitacionais, totalizando R$ 2,4 bilhões. Os recursos do FGTS foram responsáveis por R$ 1,39 bilhão e os do SBPE por R$ 799 milhões.

Fonte: InfoMoney
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